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A louca corrida por mais seguidores

  • Foto do escritor: Marcelo Leite
    Marcelo Leite
  • 9 de mar. de 2024
  • 3 min de leitura


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Ter muitos seguidores é o sonho de todos os produtores quando chegam aqui. As pessoas vêm para essas plataformas com a ideia de que um canal grande é um canal que tem muitos seguidores e, então, quando percebem que o seu número de seguidores cresce muito devagar, elas começam a apelar com a história do “me segue que eu te sigo”. E essa é uma estratégia desastrosa. Vou explicar por que razão. Aliás, nesse artigo, vou explicar o que é um canal grande (e não tem nada a ver com número de seguidores).

Primeira coisa a entender é que canal grande não é um canal com muitos seguidores. Assim, para com aquela choradeira de “sou conta pequena” não faz o menor sentido. O tamanho de um canal não tem a ver direta e unicamente com o número de seguidores, mas com o nível de engajamento e isso é medido na relação de número de total de curtidas no canal dividido por número de postagem. Por exemplo, um canal com 100 mil curtidas com 10 vídeos tem uma média aritmética de 10K por vídeo. Isso é muito bom. Tente sempre elevar essa relação. A segunda coisa a se ver é se o número de curtidas, comentários e compartilhamentos se encontra promissor. Eu vou comentar essa relação em outro artigo, por hora, entenda que a relação vídeos/curtidas total mostra um canal com grande engajamento e isso está diretamente ligado às métricas positivas.

O número de seguidores diz pouco sobre um canal porque, na verdade, os seus vídeos não são entregues aos seus seguidores, mas às pessoas que gostam do seu conteúdo, do seu nicho. Se fosse diretamente relacionado ao seu número de seguidores seria necessário responder como um canal com 10K de seguidores tem vídeos menos de 10k de visualizações. Afinal todos receberiam os vídeos. Resposta: o algoritmo não entrega seu conteúdo para seus seguidores. Ele entrega para pessoas que gostam do seu nicho e, entre eles, podem estar seus seguidores ou não.

Mas por que a estratégia do “me segue que eu te sigo” muito usada por produtores iniciantes não funciona? Simples. O seguidor que você obtém por troca de favor (chamado seguidor fisiológico), a princípio não gosta do seu conteúdo, está te seguindo por favor. Dessa forma, ele não te dá engajamento porque não assiste a seus vídeos, não curte, não comenta e não compartilha seu conteúdo com a frequência que aumentaria a distribuição do seu trabalho. E, na verdade, nem você faz isso nos vídeos dele. Afinal de contras, vocês estão se seguindo por favor, por gentileza (quase uma caridade) mútua e não por relevância de conteúdo. Ou seja, ele  e você são só mais um número na lista de seguidores um do outro. Não somam em nada.

Resta responder por que, então, as plataformas valorizam canais com muitos seguidores (no Kwai, por exemplo, mais de 100K para contrato direto com eles). Entenda, um produtor com mais de 100k teoricamente é alguém que possui experiência em produção de conteúdo. Isso é o diferencial. E eles querem pessoas que já saibam produzir conteúdo que atenda a qualidade métrica dos algoritmos. Considerando que é impossível chegar aos 100K de seguidores na base do troca-troca de seguidores, esse cara chegou ali por mérito de produtor. Logo, ele é um produtor de conteúdo desejado pelos aplicativos. Até por isso, muitas vezes, eles dizem que o candidato deve ter 100K no Kwai ou em outra plataforma. Entendeu?

Então qual é o segredo? Seguidor comprado, trocado ou conseguido na base de qualquer outro favor não agrega quase nada ao canal. O ideal é você produzir vídeos de qualidade métrica (vou explicar isso mais detalhadamente em outro artigo) que aumentem as suas visualizações. Com mais visualização, seu conteúdo é mais exposto e os seguidores vêm. É algo automático. Esse seguidor realmente agrega, ajuda a viralizar, faz o canal crescer, traz contrato, monetização, enfim, esse seguidor faz toda a diferença. Busque-os. E esqueça o seguidor do troca-troca.

 
 
 

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